sábado, 15 de agosto de 2015

Em 4 dias, Caruaru perde serviços de maternidade, oncologia e transplantes

Unidades de saúde anunciaram fechamento de serviços esta semana.

Fundação ainda rescindiu contrato e não irá mais administrar o HMV.



Em um intervalo de quatro dias, o fechamento dos serviços de oncologia, de transplantes e de uma maternidade e UTI Neonatal em Caruaru foram anunciados. Houve ainda uma rescisão de contrato por parte da Fundação Altino Ventura, que não irá mais administrar o Hospital Mestre Vitalino (HMV). Em todos os casos listados pelo G1, as diretorias das unidades alegam dificuldades financeiras como motivo para interromper os atendimentos aos pacientes.
Esta semana iniciou com a informação de que a Fundação Altino Ventura - atual administradora do HMV - decidiu rescindir o contrato com o governo do estado. Os funcionários foram orientados, durante uma reunião realizada na segunda-feira (10), a assinar um aviso prévio.
A unidade de saúde é referência em atendimento a pacientes encaminhados pelo Samu Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Central de Regulação de Leitos de mais de 50 municípios da região.
Sobre o caso, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde comunicou em nota que "já está tomando todas as providências legais e administrativas para assegurar o funcionamento do hospital e garantir a assistência aos pacientes". Já o departamento de Comunicação da Fundação Altino Ventura informou que "manterá o atendimento normalizado no Hospital Mestre Vitalino no período mínimo de 30 dias, ou, por solicitação do Governo do Estado, por um período maior, até que este providencie a transição".
Demissões
Para "readequar a folha de pagamento", a assessoria do HMV comunicou a redução no quadro de funcionários da unidade - no mês de maio. À época, foram registrados 44 desligamentos dentre os 884 profissionais que atuavam na área administrativa e médica. A maioria dos funcionários demitidos atuavam no setor administrativo. O departamento informou ao G1 que os médicos desligados não realizavam atendimentos - passavam por capacitações para futuros serviços - e os atendimentos não seriam afetados. Até o fim deste ano, com disponibilização de novas atividades, os profissionais podem ser recontratados e outros admitidos, informou - no mesmo período - a assessoria.
Do G1 caruaru 

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