sábado, 29 de agosto de 2015

QUE COISA LINDA PEDRO CORREA!!! Corrêa usou e-mail com nome de Nossa Senhora

Do Diario de Pernambuco
Segundo o Ministério Público Federal, a conta era usada para combinar pagamentos com o doleiro Alberto Youssef
O ex-assessor parlamentar Ivan Vernon, que trabalhou no gabinete do ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE), afirmou em depoimento à Justiça Federal que após a cassação do ex-parlamentar no Mensalão, em março de 2006, ele passou a usar um e-mail em nome de Nossa Senhora Aparecida Consultoria. Segundo o Ministério Público Federal, a conta era usada para combinar pagamento de propina com o doleiro Alberto Youssef, personagem central da Lava-Jato. Vernon foi interrogado em ação que responde por lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato.

Ivan Vernon foi questionado pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava-Jato, sobre contas de e-mails usadas por Pedro Corrêa. “nsa.c@uol.com.br?”, perguntou Moro. “nossasenhoraaparecida.consultoria@uol.com é o e-mail do ex-deputado Pedro Corrêa. Antes, a conta era dep.pedrocorrea@uol com. Depois da cassação se transformou nesse endereço eletrônico”, disse Vernon.

Pedro Corrêa está preso desde 10 de abril, quando foi deflagrada a Operação A Origem, desdobramento da Lava-Jato. Na denúncia da Procuradoria, a força-tarefa da operação afirma que Corrêa mandou um e-mail da conta nsa.c@uol.com.br, em 22 de dezembro de 2010, para Alberto Youssef para “tratar do fornecimento de informações de contas bancárias e valores para depósitos das vantagens indevidas oriundas da diretoria de Abastecimento da Petrobras”.

“No referido e-mail, cujo assunto era ‘número das contas’, o denunciado Pedro Corrêa repassa informações de agências bancárias, números de contas, bem como os nomes de quatro pessoas físicas associadas a valores que chegam a R$ 100 mil para que Alberto Youssef efetuasse o repasse da vantagem indevida. Entre as pessoas interpostas utilizadas para o recebimento da propina encontra-se a denunciada Márcia Danzi”, diz a denúncia do Ministério Público Federal.

O PP, com PT e PMDB são suspeitos de lotear diretorias da Petrobras, entre elas a de Abastecimento, para arrecadar entre 1% e 3% de propina em grandes contratos, mediante fraudes em licitações e conluio de agentes públicos com empreiteiras organizadas em cartel.

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