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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

“Não diria que ele é um político ‘ultrapassado’ ou ‘atrasado’, mas ele precisa dialogar” – Afirma Jobson Barros sobre Roberto Asfora



Na manhã desta quarta-feira (30) os vereadores Jobson Barros (PTC) e Avecino Lima (PR) estiveram no programa Rádio Debate, da Polo FM. Acompanhados do empresário Rubinho Nunes (líder desse ala no grupo de Oposição) e outras lideranças, eles falaram sobre a recente denúncia feita contra o governo Hilário Paulo relacionada aos consignados, o questionamento quanto aos gastos em festejos municipais e também do afastamento político dos mesmos com o ex-prefeito Roberto Asfora (PSDB).
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Denúncia dos Consignados

Sobre o assunto, o vereador Avecino Lima destacou que seu grupo teria provas de que o atual governo não estaria repassando, aos bancos, os descontos relacionados a empréstimos consignados feitos por servidores.

“Já temos esses dados. Inclusive, já me dirigi até a agência (do Banco do Brasil), procurei funcionários e eles me repassaram que isso é uma prática antiga, que ocorre desde a administração passada e o prefeito Hilário está continuando com essa prática. O funcionário que está apertado e usa do consignado porque a taxa de juros é mais baixa, quando esse funcionário se dirige ao banco e vê que seu convênio esta cortado porque o prefeito não fez o repasse” – disse.



Segundo ele, a prefeitura não teria se posicionado oficialmente em relação ao caso e que sua bancada estaria buscando sua parte jurídica para tratar do assunto.
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Obras paralisadas e questionamento quanto a gastos em festejos municipais pela prefeitura

Em seguida, Jobson Barros falou sobre obras que, segundo o mesmo, estariam paralisadas em Brejo. Entre elas estão a Praça de Bom Conselho (de responsabilidade estadual) e também a não transformação da Policlínica de São Domingos em UPA 24h, da Central das Feiras e também da Creche.
O mesmo citou que fez uma nota de repúdio sobre o fato, citou que buscou explicações na prefeitura sobre esses fatos, que teria recebido esclarecimentos de alguns dos órgãos, mas não poupou críticas ao prefeito.

“Na minha nota, vim repudiar a forma de como o prefeito vem tratando o povo em algumas ocasiões. Falei sobre os gastos com as bandas, com as festividades do município. Fiz um gráfico de aproximadamente R$ 700 mil direcionado a contratação dessas bandas. O prefeito achou que esse valor era pequeno, mas isso é um absurdo. Quando se colocam o valor da estrutura, se passa de R$ 1 milhão. Nada contra, mas acredito que dava para fazer eventos a altura com um valor bem menor. Não existe dinheiro para transformar a Policlínica em UPA 24h, mas tem mais de um milhão para contratação” – disse.

Ainda segundo ele, foram gastos mais de R$ 150 mil com as atrações da festa de padroeiro em São Domingos e sendo que, no ano anterior segundo o vereador, a edição anterior tinha sido cerca da metade. Ele relembrou da promessa do prefeito de que a policlínica se tornaria uma UPA em junho, fato que não aconteceu.

Afastamento do grupo para com Roberto Asfora

Questionado se esse grupo político formado seria um outro ao qual não estaria inserido o ex-prefeito Roberto Asfora, coube ao vereador Jobson a resposta do fato. Em vários momentos, ele se mostrou evasivo em falar sobre a questão desse afastamento, mas citou que o ex-prefeito não estaria aberto a diálogos com os atuais representantes da aliança liderada por ele e Rubinho Nunes.
Jobson citou as últimas eleições, onde com a inviabilidade de candidatura de Roberto, o mesmo colocou sua esposa para concorrer, deixando transparecer que parte do grupo não concordou com tal decisão, enfatizando a questão da “falta de diálogo”.

“É preciso que Roberto Asfora venha, que se faça presente; que venha estar no dia a dia buscando algo para o povo. Fazemos uma política de respeito e verdadeira, não é uma política ultrapassada” – pontuou.

Já questionado se essas falas colocaram Roberto Asfora como um “político ultrapassado”, ele disse:

“São importantes as pessoas experientes e Roberto é uma pessoa experiente. Não diria que ele é um político ‘ultrapassado’ ou ‘atrasado’, mas ele precisa dialogar e conversar; saber do potencial que Rubinho Nunes, que Avecino, que Jobson e os demais colegas tem a oferecer para o município. Precisa de dialogar e nesse aspecto, diretamente, todo mundo sabe que ele não é de conversar, dialogar e debater algumas conclusões para o futuro político do grupo e do município”.



Blog do Ney Lima

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