quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Bazuca apreendida no Grande Recife seria usada em ataques a carros-fortes e bancos, diz polícia


Equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas, tem alto poder de fogo e capacidade para perfurar tanques de guerra e destruir edificações.

A bazuca apreendida no Grande Recife seria usada para ataques a carros-fortes e agências bancárias. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, o armamento é de uso exclusivo das Forças Armadas e tem capacidade para perfurar tanques de guerra e destruir edificações. 

“Certamente, esse equipamento seria entregue a uma organização criminosa”, afirmou o delegado Vinícius Notari, titular do Departamento de Repressão aso Crimes Patrimoniais (Depatri).

Na ação, realizada em Jaboatão dos Guararapes, os policiais encontraram mais duas armas de uso restrito. Os três presos são o policial militar de Alagoas Gedalis Miguel da Silva, o motorista Charles Francisco Dantas Júnior e o atirador e colecionador de armas André Filipe Cardoso Lemos Santiago.

Os detalhes sobre a operação que resultou na apreensão da bazuca foram repassados nesta quarta-feira (8), durante entrevista coletiva no Recife. “É um equipamento usado em guerras e que pode ter vindo da Bolívia ou de outro país da América Latina”, afirmou o delegado.
O Notari explicou que a bazuca, como é conhecida popularmente o lançador de granadas ou rojões, passa por um processo de rastreamento para saber a origem.
"Ainda não identificamos pela numeração, se é do Exército Brasileiro. Sabemos que é uma arma usada em guerras para perfurar blindados. É um armamento de poder de fogo muito alto”, afirmou.

  
 A polícia ressaltou que Charles é o elo entre o grupo flagrado com o armamento e a organização criminosa. O motorista confessou ter ligação com um presidiário e também que recebia pedidos para transportar armas. 

“O PM de Alagoas pegou a bazuca com um colecionador e repassaria para André Felipe. Ele disse que receberia R$ 2 mil pelo serviço”, afirmou o policial.

A bazuca e as outras armas apreendidas, uma pistola pertencente ao PM e um revólver que estava com o colecionador, foram encaminhados para o Instituto de Criminalística (IC), no Recife.

Do G1 Caruaru 

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