sexta-feira, 29 de março de 2019

Secretários municipais de Agrestina são presos durante operação da PF



NE10 Interior
O secretário de Obras de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, Marciano Lopes dos Santos Neto, e o secretário de Saúde, Manassés Soares Leite, além do engenheiro Sandro Wlaudemir de Oliveira Gomes e o empreiteiro Francisco de Assis Barros foram presos durante a Operação Pescaria II, deflagrada nesta quinta-feira (28). Por meio de nota, a prefeitura de Agrestina informou que está colaborando com as autoridades.
A operação tem como alvo suspeitos de integrar uma associação criminosa especializada na prática de fraudes em processos licitatórios. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão. Os presos e o material apreendido estão sendo levados para a sede da PF em Caruaru.
De acordo com as investigações, era realizada a contratação para a construção de unidades básicas de saúde (com recursos do Ministério da Saúde) por meio da escolha prévia de determinada empresa de fachada pertencente a um dos integrantes do esquema. A empresa investigada não teria capacidade técnico-operacional e a execução das obras públicas era feita por um terceiro desqualificado, também integrante do esquema.
Esta segunda fase conta com a participação de 50 policiais federais, além de servidores da Controladoria Geral da União. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Agrestina, Garanhuns, Brejão, Panelas e Jurema, todas no Agreste pernambucano.
A PF também informou que o grupo é investigado pela prática de atos de ocultação e dissimulação dos recursos envolvidos nas fraudes. A investigação começou em novembro de 2018 e os crimes sob apuração são: fraude à licitação, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 46 anos de reclusão, além do pagamento de multas.
Operação Pescaria
A ação desta quinta foi resultado da análise dos materiais apreendidos em cumprimento de mandados judiciais na primeira fase, realizada no dia 21 de fevereiro deste ano. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de prisão temporária que foram convertidas em prisões preventivas, e seis mandados de busca e apreensão.
Durante a primeira fase da Operação Pescaria, a Controladoria Geral da União informou que os contratos firmados durante o exercício de 2018 entre a prefeitura de Agrestina e a empresa investigada somaram mais de R$ 1,8 milhão. O prejuízo aos cofres públicos será calculado no decorrer da apuração.

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