sábado, 16 de novembro de 2019

Cadê a Guarda Armada de Santa Cruz do Capibaribe?



Por Nayara Sousa*
A cidade de Santa Cruz do Capibaribe é a terceira maior cidade do interior do Agreste Pernambucano, sendo a maior produtora de confecções do estado e a segunda maior do Brasil. Possui um potencial econômico gigantesco, comportando o maior parque de confecções da America Latina, o famoso Moda Center Santa Cruz.
O município conta com uma grande circulação de pessoas, que passam pela cidade para negociar e, consequentemente, necessitam de uma estrutura mínima para garantia da segurança local.
Entre as medidas amplamente divulgadas, estaria a implementação de uma Guarda Municipal armada. Com autorização do exercito brasileiro para porte de armas de fogo da Guarda Civil Municipal, e aparente entusiasmo da gestão local, em abril do ano passado, o prefeito Edson Vieira realizou várias entrevistas destacando a importância desse investimento e garantiu que Santa Cruz do Capibaribe seria pioneira no interior do Agreste ao ter uma Guarda armada.
Mas a realidade é que, passado bem mais de um ano, a Guarda Municipal não conta com o armamento em sua atuação diária. O município aumentou o efetivo, realizou a compra do armamento, sendo 30 pistolas de calibre 380 e 12 espingardas, realizou o treinamento dos efetivos que tomaram posse no último concurso público e até o presente momento, nada de utilização do armamento. As armas se encontram no almoxarifado da cidade e os Guardas Municipais nas ruas, enfrentando situações de risco de morte, sem ter nenhum suporte.
O que se ouve pela cidade é que por questões políticas, a utilização do armamento foi suspensa. As redes sociais da cidade divulgaram alguns momentos como a aquisição dessas armas e a garantia de mais segurança para os moradores e compradores que operam por Santa Cruz do Capibaribe, porém o fato é que, não existe previsão para que esse equipamento ganhe o destino o qual se propagou.
Além da guarda atender diversos tipos ocorrências, inclusive ocorrências com disparo de arma de fogo, não contar com a devida estrutura de suporte é um verdadeiro descaso, principalmente com a população. População essa que recebeu a promessa de ter circulando na cidade uma Guarda diferenciada para proteger e garantir a segurança. Fica a indagação: Até quando esses profissionais de Santa Cruz do Capibaribe estarão em risco, e o armamento guardado empoeirando?
Os profissionais que compõe a Guarda precisam de dignidade para trabalhar!
Esperamos mais transparência e comprometimento da gestão local com a causa pública! É o mínimo.
*Enfermeira, pedagoga e professora universitária

Blog do Magno Martins 

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